Descargas eletrostáticas: entenda o que é e como evitá-las

Descargas eletrostáticas: entenda o que é e como evitá-las

10 de setembro de 2021 0 Por Maressa Americano

Você já desligou a televisão e aproximou o braço na tela e sentiu os pelos arrepiados? Já tomou um choque de leve nas pontas dos dedos? Ou já teve algum equipamento eletrônico que parou de funcionar? Tudo isso acontece devido às descargas eletrostáticas e isso deve ser controlado por meio do controle antiestático a fim de evitar danos nos equipamentos. Entenda o que é e como evitar as descargas eletrostáticas (ESD).

Antes de mais nada, é preciso entender o que é o controle antiestático, é preciso compreender o que é a descarga eletrostática. Conhecida como ESD (sigla para Electrostatic Discharge), a descarga eletrostática é um fenômeno que ocorre quando há uma rápida transferência de carga estática entre dois objetos com potenciais diferentes, especialmente quando eles entram em contato ou proximidade e tem como sua principal causa a eletricidade estática, gerada a partir do contato e da separação de materiais.

A fim de evitar que ocorrência de descargas eletrostáticas, foi elaborada a norma ANSI/ESD S20.20 para auxiliar as organizações com o projeto, desenvolvimento, implementação e manutenção de programas para controlarem as descargas eletrostáticas.

 

COMO SURGE A ESD?

A descarga eletrostática pode ser gerada basicamente por três meios: atrito, indução e contato.

Atrito: a descarga eletrostática é gerada pela fricção entre duas superfícies (triboeletrificação).

Contato: a eletrização precisa de pelo menos um dos corpos carregado eletricamente.

Indução: enquanto a eletrização por atrito ou por contato há obrigatoriedade de contato físico entre os corpos, na eletrização por indução isso já não se faz necessário. Deste modo, carga elétrica é atribuída a um objeto utilizando outro corpo carregado sem que haja contato entre eles.

 

EFEITOS DA ESD

Após uma descarga eletrostática, o componente pode apresentar falha total, diminuição de desempenho, redução da expectativa de vida ou operação estável. Assim, gerando dois tipos de falhas:

Falhas latentes: o dano não é imediatamente perceptível. O componente que foi atingido sofre degradação de desempenho ou redução em sua expectativa de vida.

Falhas catastróficas: são as mais fáceis de serem percebidas. Os componentes, como placas, chips ou discos rígidos, deixam de funcionar, mesmo quando estão novos.

 

COMO EVITAR DANOS

O aterramento é a forma mais comum e eficiente para evitar danos, mas outras medidas também podem ser tomadas, como:

Calcanheira antiestática

As calcanheiras garantem que o usuário esteja no mesmo potencial que o chão (que deve ser especialmente tratado para garantir que as cargas sejam escoadas (chão antiestático). Utilizada principalmente em técnicos que trabalham em movimento.

Como utilizar: elas devem ser limpas de tempos em tempos para garantir um bom contato elétrico e a fita interna deve estar sempre em contato direto com a pele do usuário.

Pulseira antiestática

Esta pulseira protege contra o acúmulo de carga no campo do técnico que trabalha sentado e deve ser, constantemente, conectada ao terminal de junção para terra.

Luva antiestática

Permite isolamento entre possível cargas nas mãos e corpo do usuário, evitando uma descarga eletroestática para os componentes que são manipulados. Seu uso é recomendado quando não há o uso das pulseiras antiestática.

 

LABE da Metrum

O LabE da Metrum é o laboratório onde são feitas as montagens e as manutenções corretivas e preventivas de equipamentos de medição e gerenciamento de energia.

A fim de evitar a descarga eletrostática, visando minimizar os danos futuros, são adotadas algumas medidas, como:

  • Treinamentos dos colaboradores;
  • Uso de equipamentos ESD;
  • Utilização de técnicas de manuseio, entre outras.