Gerenciamento de energia: eficiência e inovação para o setor industrial

Gerenciamento de energia: eficiência e inovação para o setor industrial

20 de agosto de 2021 0 Por Júlio César Abrahão

O termo “gestão de energia” é bastante amplo e pode ser aplicado em diversos contextos diferentes, desde o monitoramento do consumo de energia elétrica mensal, no ponto de entrega de uma concessionária de energia, até a implementação de sistemas complexos de coleta e processamento de dados de múltiplos insumos energéticos com o intuito de se estabelecer um balanço energético de uma fábrica em unidade padronizada de medição. Sendo assim, um bom gerenciamento de energia traz eficiência e inovação para a indústria.

A fim de facilitar e padronizar a implementação de sistemas de gestão de energia, em 2011 foi lançada a . Entre os principais requisitos estabelecidos por este padrão, estão:

  • Desenvolvimento de uma política energética;
  • Estabelecimento de metas e objetivos para atender à política;
  • Uso de dados para compreender melhor a matriz de consumo e tomar decisões sobre o uso da energia;
  • Medição de resultados;
  • Revisão da política energética.

Uma vez que o padrão está embasado nos conceitos do PDCA (do inglês, Plan, Do, Check, Act), este ciclo não tem fim e a política energética deve ser revisada periodicamente com algumas finalidades básicas, tais como a obtenção de ganhos com eficiência, redução de custos operacionais, etc. O atendimento a este ciclo faz com que uma empresa busque, continuamente, a redução do seu consumo de energia, aumentando a eficiência energética de seus processos e adequando o uso da energia necessária para viabilizar as suas atividades e processos.

 

Sistema de gerenciamento de energia eficiente

Considerando que, atualmente, a informação é a principal fonte de riqueza de Governos e de grandes corporações, um sistema de gerenciamento, independente do insumo monitorado, possui grande importância estratégica nas tomadas de decisões para atingir uma maior competividade. Diante destas informações, o que é importante para que um sistema de gestão de energia industrial seja confiável e entregue os resultados esperados? Um conjunto de fatores são determinantes para garantir que todos os objetivos traçados sejam alcançados, são eles:

Especificação de equipamentos adequados

Primeiramente, é essencial que seja definido equipamentos com características de hardware e software capazes de fornecer as informações com a exatidão e confiabilidade exigidas para o projeto.

Infraestrutura de rede e comunicação

Este critério garante que a coleta, integração e processamento dos dados aconteça em intervalos adequados, permitindo tomadas de decisões rápidas e assertivas.

Arquitetura de sistema

Não serão utilizadas apenas a especificação do software ou ferramentas, mas, também, será utilizado a arquitetura de coleta, armazenamento, políticas de backup e capacidade de processamento de informações, cálculos de indicadores, usabilidade, entre outros.

Capacitação de equipes de gestão, operação e manutenção

Garantir que as equipes estejam capacitadas e devidamente treinadas. Permitindo assim que haja maior engajamento do time quanto aos benefícios de um sistema de gestão de energia e, como consequência, facilita a geração de dados e informações para tomadas de decisões, gerando maior competividade da empresa em relação aos seus concorrentes.

 

De acordo com o Atlas de Eficiência Energética – Brasil 2020, disponibilizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o setor industrial foi responsável, em média, por 35% do consumo de energia no Brasil nos últimos 20 anos. A EPE estima, em média, que o potencial de eficiência energética no setor industrial seja de 10,9%.

Fonte: Atlas de Eficiência Energética – Brasil 2020, EPE.

A EPE utiliza o indicador ODEX¹ que, basicamente, verifica a evolução da eficiência energética em um determinado período. De acordo com o indicador, o setor industrial foi o que deu a menor contribuição, representando apenas 7% de economia, enquanto, por exemplo, o setor residencial contribuiu em 20% nos ganhos em eficiência energética.

Fonte: Atlas de Eficiência Energética – Brasil 2020, EPE.

Como podemos ver, o potencial de economia de energia e eficiência energética no setor industrial é muito significativo e os sistemas de gestão de energia são umas das principais soluções que podem auxiliar para que as indústrias atinjam a economia e a eficiência energética represadas no setor.

Com isso, destaca-se a importância de envolver empresas com expertise em projetos de sistemas de gestão energética, aptas a desenvolver e executar projetos de Engenharia básica e detalhada com aplicação dos recursos mais avançados do mercado.

 

Metrum

A Metrum conta com profissionais com ampla experiência em gerenciamento de energia, tendo desenvolvido soluções de alto nível para pequenos, médios e grandes clientes de diferentes segmentos, tais como siderurgia, mineração, automobilística, concessionárias de geração, transmissão e distribuição de energia dentro e fora do Brasil. Conheça o SIGE e tudo o que a Metrum pode oferecer para a sua empresa!

 

 

¹ODEX: O ODEX é um indicador que apura o progresso da eficiência energética. Pode ser agregado por setor (industrial, residencial, serviços e transportes) ou para a economia como um todo. O ODEX é utilizado pela união europeia, no programa ODYSSEE database para monitoramento dos ganhos de eficiência. O ODEX por setor (por exemplo: indústria) é baseado nos índices de consumo unitário por subsetor (cimento, cerâmica, têxtil etc.), ponderado pela participação no consumo total de energia do setor. Para o presente relatório considerou-se 2005 como ano base (valor = 100), em função essencialmente da disponibilidade de dados para a maior parcela dos setores a partir desse ano. O decréscimo no índice de consumo unitário do valor 100 em 2005 para 80 em 2019, por exemplo, representa um ganho de eficiência energética de 20% ao longo do período analisado. Em contrapartida, caso o ODEX aumente de 100 para 120, terá havido uma piora na eficiência energética ao longo dos anos em questão. No caso do ODEX global, o mesmo método é aplicado com fatores ponderados, baseados nas participações do consumo total de energia final de cada setor. Para fins dessa nota técnica, foram considerados os setores industrial, residencial e de transportes. Os demais setores (energético, serviços e agropecuária) não foram incluídos em função da indisponibilidade de dados. FONTE: Atlas de Eficiência Energética – Brasil 2020, Empresa de Pesquisa Energética (EPE) – https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-556/Atlas%20consolidado_08_03_2021.pdf)